segunda-feira, 18 de outubro de 2010

VITÓRIA OU SANTO ANTONIO : Eis a questão!?!
http://www.achetudoeregiao.com.br/es/vitoria/historia.htm18/10/2010
O início da história de nossa Capital data do segundo quartel do século XVI, quando a carta régia de 1º de janeiro de 1534, surpreendendo Vasco Fernandes Coutinho, no seu solar em Alenquer, tornava-o donatário de uma das capitanias na costa brasileira.

O título régio expedido de Évora fora registrado a 25 de setembro e confirmado em 7 de outubro, tudo do ano de 1534.

Reunindo uns sessenta homens, entre fidalgos e criados Del Rei, alinhando-se entre aqueles D. Jorge de Meneses e D. Simão do Castelo Branco, que por mandato de Sua Alteza iam cumprir suas penitências a estas partes, e equipada a caravela de quatro mastros com tudo que se fazia necessário à empresa que ia empreender, deixou o fidalgo lusitano a sua pátria. Navegava rumo ao Ocidente, para se apossar de sua donatária de cinquenta léguas de terra na dita costa do Brasil.

Figuravam como divisas da capitania, no litoral, o Rio Mucuri, ao norte, o Rio Itabapoana.

No dia 23 de maio de 1535, domingo, a nau Glória, orientando-se pela serra do Mestre Álvaro, que se erguia no horizonte, recortando-se contra o céu, atravessou a barra de nossa baía, ancorando numa pequena enseada situada à esquerda, nas fraldas do morro da Penha, ao norte do morro de João Moreno. Julgaram ser a baía um grande rio. Os colonizadores deram à terra o nome de Espírito Santo, em vista da celebração, naquela data, da festa do Divino Espírito Santo, pela igreja católica.

O desembarque não se fez com facilidade, pois os aborígines, em defesa de sua terra, lutaram com ardor, armados de arcos e flechas, atirando suas setas em direção às embarcações. Houve necessidade de fazerem-se troar as duas peças de artilharia que guarneciam a caravela, para que os Goitacazes debandassem, permitindo a posse da terra por Vasco Fernandes Coutinho.

Iniciava-se então o povoamento do solo espírito-santense, com as suas primeiras cabanas e culturas agrícolas e tendo pouco depois a uni-las o vínculo religioso representado por uma bizarra igrejinha, que recebia por patrono São João, em memória do monarca reinante. Recebera aquele primeiro núcleo de colonização o nome de Vila de Nossa Senhora da Vitória, devoção particular do donatário.

Reconhecendo o perigo representado pelos silvícolas, assim como a possibilidade de incursão de piratas, que infestavam as águas do Atlântico, naquela época, Vasco Fernandes Coutinho lançou-se à construção de um forte em local estratégico, situado, mais ou menos, onde se ergue hoje o Quartel de Piratininga.

Animado pelas autorizações contidas na carta régia de D. João III, que lhe assegurava direito sobre todas as conquistas levadas a efeito sertão adentro, cuidou logo Vasco Fernandes Coutinho de mandar fazer levantamento nas circunvizinhanças e mesmo no interior.

Arregimentados os colonizadores mais destemidos, estes, seguindo o caminho líquido que julgavam ser um rio, subiram pela barra, sob a ação hostil dos Goitacazes, descobrindo uma grande ilha que chamaram ilha de Santo Antônio, por ser o dia 13 de junho de 1535. O desembarque se efetuou próximo a uma ilhota que depois se chamou Caleiras ou Caieiras, como é conhecida, até hoje. Esse local se situa na faixa insular onde se ergue em nossos dias o bairro de Santo Antônio, parcializando-se assim a denominação com que se batizou toda a ilha, no histórico dia de Santo Antônio do remoto 1535.

Gentílico: capixaba ou vitoriense


Formação Administrativa

Elevado à categoria de vila em 1545.

Elevado à condição de cidade, por decreto de 24-02-1823. Confirmada por carta de lei de 18-03-1823.

Por decreto provincial nº 5, de 16-12-1837, é criado o distrito de Carapina e anexado ao município de Vitória.

Pela resolução provincial nº 9, de 27-08-1846, é criado o distrito de Queimado e anexado ao município de Vitória.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 3 distritos: Vitória, Carapina e Queimado.

Pela lei estadual nº 1445, de 10-07-1924, são criados os distritos de Argolas e Jucu e anexados ao município de Vitória.

Pelo decreto estadual nº 1102, de 27-04-1931, o município de Vitória adquiriu o distrito de Vila Velha desmembrado do extinto município de Espírito Santo.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o município é constituído de 7 distritos Vitória, Argolas, Carapina, Espírito Santo, Jucu, Queimado e Vila Velha.

Pelo decreto estadual nº 5041, de 11-07-1934, of. nº 3034, de 25-11-1943, pelo DEE do Espírito Santo dirigido ao IBGE e protocolo SG sob o nº 6676, desmembra do município de Vitória os distritos de Espírito Santo, Argola e Jucu. Para formar o município de Espírito Santo. Sob o mesmo decreto foi restabelecido o município de Vila Velha.

Em divisões territoriais datadas de 31-12-1936 e 31-12-1937, o município é constituído de 3 distritos: Vitória, Carapina e Queimado.

Pelo decreto-lei estadual nº 15.177, de 31-12-1943, o município de Espírito Santo, foi extinto sendo seu território anexado ao município de Vitória com a denominação de Espírito Santo de Vitória. Sob o mesmo decreto é criado o distrito de Goiabeiras e anexado ao município de Vitória e ainda desmembra do município de Vitória os distritos de Carapina e Queimado sendo anexado ao município de Serra.

No quadro fixado para vigorar no período de 1944-1948, o município é constituído de 4 distritos: Vitória, Argolas, Espírito Santo de Vitória e Goiabeiras.

Por ato das disposições constitucionais transitórias, promulgado em 26-07-1947, desmembra do município de Vitória os distritos de Espírito Santo de Vitória e Argolas. Para formar o novo município de Espírito Santo de Vitória.

Em divisão territorial datada de 01-07-1960, o município é constituído de 2 distritos: Vitória e Goiabeiras.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005.








Santo Antônio

O bairro de Santo Antônio está situado no extremo oeste da cidade, margeado pela Baía de Vitória, tendo como limites a leste o Morro de Alto Caratoíra, o Morro de Bela Vista e de Nossa Senhora Aparecida.
Historicamente, Santo Antônio, é o bairro mais antigo de Vitória. Podemos situar Santo Antônio no início deste século, quando se estabelecem na parte plana do bairro algumas famílias de migrantes estrangeiros que comercializavam no mercado de Vitória.
A área ocupada fazia parte da Fazenda “Santo Antônio” de propriedade do Estado, que foi loteada e vendida no Governo de Jerônimo Monteiro em 1910. Naquela época o lugar não tinha perspectivas de crescimento, era considerado uma área à parte, longe do centro, onde localizavam-se cemitérios e matadouros.
Na década de 40, foi inaugurado o Cais do Avião, que contribuiu para impulsionar o desenvolvimento econômico da região que já era uma referência como local de habitação para uma população que se movimentava de outros lugares de Vitória.
O bairro já contava com o transporte de bondes elétricos, e com a rua principal demarcada, o que facilitou a expansão de residências permeando a linha do bonde.
Nesta década, registra-se também a chegada ao bairro dos padres Pavonianos, que iniciaram um trabalho social ligado a Igreja, em favor da comunidade. Em convênio com a LBA, os padres criaram a Obra Social São José, no prédio que futuramente seria a Escola de 1º Grau Alvimar Silva.
A visão expansionista dos Pavonianos, além do aspecto de assistência às famílias carentes, ficou expressa na construção do Santuário, hoje a maior referência do bairro.
Nos anos 40 e 50, Santo Antônio tem um incremento populacional com o estabelecimento de migrantes italianos e alemães, que chegavam, juntamente com outras famílias que saiam de outros municípios de Vitória. No início dos anos 60, se expande através de invasões a área mais precária do bairro, o mangue e o morro. A ocupação do morro deu origem ao bairro de Bela Vista. Esta época marca a fase da ocupação desordenada e a degradação das áreas de preservação ambiental ali estabelecidas, principalmente o mangue que margeava o contorno da parte baixa do bairro.
Sofreu um acelerado crescimento populacional nas décadas de 70 e 80, caracterizando nos anos 90, um aglomerado urbano de classe de baixa renda.
Santo Antônio é um bairro residencial, onde o tradicional convive harmoniosamente com o atual. Há casas de um ou dois pavimentos, outras antigas e algumas em ruínas. A maioria delas é habitada por proprietários. Ali se alojam várias gerações da mesma família.
A parte plana é a que apresenta um melhor padrão de habitação, sendo inclusive mais bem servida de equipamentos urbanos. Nesta região destacam-se alguns marcos como o Santuário de Santo Antônio, a Igreja Matriz, o Clube Náutico Brasil, o Santo Antônio Futebol Clube, a Escola de samba Novo Império, o Sambão do Povo e o Parque Tancredão. Além desses equipamentos, há seis cemitérios no bairro, inclusive o mais antigo da Capital, o da Irmandade de São Benedito do Rosário (1833) e o Cemitério Público de Santo Antônio, o maior, inaugurado em 1º de maio de 1912.
Com a desativação dos bondes no final dos anos 60, o bairro passou a ser servido de linhas de ônibus, intercomunicando-o com diversos pontos de Vitória. Em 1990, passou a ser atendido com duas linhas que saíam da praça central, em frente ao cemitério. Uma seguia até a Cidade Alta, enquanto outra se estendia até a Praia do Suá. Atualmente o bairro conta com uma frota de mais de 81 ônibus, principal meio de transporte utilizado pela população.
Fonte: Diagonal Urbana, Projeto Terra,SEDEC / DIT / GEO